A PATH analisou três anos de dados públicos sobre denúncias de violência contra a pessoa idosa no Brasil (2023 a 2025), a partir dos registros do Disque 100 (Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania). O resultado é um painel visual que reúne 504.299 denúncias, organizado para responder três perguntas centrais: quem é a vítima, onde a violência acontece e em quais estados a taxa é mais alta. Os números mostram um padrão que se repete todos os dias e dentro de casa: 91% das denúncias apontam a própria residência da vítima, 81,4% relatam violência diária e, em 55,6% dos casos, o agressor é o próprio filho ou filha. A forma mais comum é a negligência, presente em 79,5% das denúncias, a violência de quem deveria cuidar e não cuida. Analisando o perfil, duas em cada três vítimas são mulheres (67,3%), e a proporção cresce com a idade, chegando a 70% entre as pessoas de 85 anos ou mais. No recorte territorial, os grandes centros não lideram: por taxa de denúncias por 100 mil habitantes, o Rio de Janeiro aparece no topo (390,8), à frente de São Paulo, maior em volume absoluto. Os dados refletem as denúncias registradas, não a totalidade dos casos: a subnotificação é alta e o número real é maior.
PATH analyzed three years of public data on reports of violence against older people in Brazil (2023 to 2025), drawing from records from the "Disque 100" hotline (Ministry of Human Rights and Citizenship). The result is a visual dashboard compiling 504,299 reports, organized to answer three key questions: who the victim is, where the violence occurs, and in which states the rates are highest. The figures reveal a pattern that repeats every day and at home: 91% of reports point to the victim's own residence, 81.4% describe daily violence, and in 55.6% of cases the abuser is the victim's own child. The most common form is neglect, present in 79.5% of reports, the violence of those who should care and do not. Looking at the profile, two out of every three victims are women (67.3%), and the share grows with age, reaching 70% among people aged 85 and older. Geographically, the major urban centers do not lead: by reports per 100,000 inhabitants, Rio de Janeiro tops the list (390.8), ahead of São Paulo, the largest in absolute volume. The figures reflect registered reports, not all cases: underreporting is high and the real number is higher.
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